CRIATIVIZE
Tua força é luz que emana e irradia vibração; tua paz é alento que acalma o ego do mundo; teu pensamento é conduta infalível pelos caminhares do dia e teu riso é luz que ilumina a mais sombria das noites. (por @mariana_bananna)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Vemos o céu escuro, sujo pelos aviões que rasgam a escuridão. Vemos um labirinto sem saída, as pessoas se massacrando, os interesses oprimindo os sentimentos. Vemos a paz se dissipar enquanto os disparos da guerra tornam-se a trilha sonora do mundo. Vemos as pessoas perdendo a direção de suas vidas, tomando rumos onde nem mesmo a esperança consegue chegar. Vemos um arranha-céu engolir todos nós, enquanto as folhas perdem a vitalidade, os animais se escondem e os crentes oram. Vemos a vida chegar a um ponto totalmente incrédulo, onde a sobrevivência é quase tão impossível quanto contar até mil em sete segundos. Vemos rostos vingativos diante da perda, sonhos estraçalhados diante da falha, corações pedindo socorrro diante de tanto egoísmo. Vemos tudo desabar diante de nós até sentirmos medo de continuar com os olhos abertos. É então que cobrimos os olhos com as mãos, para suplicar a Deus pela regeneração do mundo e das pessoas que nele habitam. Algumas lágrimas rolam, dando início ao desespero amargurado que tenta se dissolver no meio de um choro intenso. É exatamente aí em que o amor começa a agir. Mal começamos a recorrer á quem nos deu a vida e podemos sentir a ação regeneradora dessa força remover todo o amargo de nossas vidas e almas. O amor, é a promessa de Deus de salvação. A luz no fim do túnel, o horizonte para a psicose, a paz para a maior e mais duradoura das batalhas. O amor é aquele que delicadamente toca o ser humano que há em cada um de nós e vai nos envolvendo em um manto de ternura. O amor é aquilo que vemos nos olhos de alguém que dá alimento a uma criança faminta; é o brilho nos olhos daqueles que trabalham pela pátria em nome do progresso; é o cuidado exagerado dos pais que querem o bem dos filhos. O amor é o mais lindo gesto de recomposição. E infelizmente muitas vezes é necessário que o mundo se acabe para que o amor possa então, fazer seu verdadeiro trabalho. Um trabalho árduo: acender a chama da vida nos olhos calados de cada um de nós quando o caos começar a nos levar à morte. O trabalho de reconstruir lares arruinados, corpos em doença, mentes alucinadas, adolescentes revoltados, ansiãos intediados... O trabalho de dar á toda a humanidade a coragem e a ousadia de abrir os olhos outra vez, de enchergar uma forma de recomeçar, de acolher o sofrimento do outro e compartilhar o seu proprio. O amor, é a força mais poderosa de todo o universo. É a resposta dentro de cada um de nós. O amor é paz que alenta, é ego que berra por liberdade e ternura. O amor é uma porta aberta ao paraíso, um caminho que leva ao Deus que quer a felicidade vivendo dentro de cada um de nós.
domingo, 25 de dezembro de 2011
"Não tenha medo de sentir a vida. Não tenha medo de sentir as dores da vida. Sabemos bem que esse medo vem bater em nossas portas algumas vezes por mês. Mas é exatamente aí em que devemos pular as janelas. Acomode o sofrimento em seu coração. Tenha certeza de que você é capaz. E não tenha medo de sentir medo. Guarde até mesmo as mais duras lágrimas que cairem de seus olhos. Somos homens fracos e de péssima memória, portanto precisamos abrigar as lástimas para contemplar as alegrias. Precisamos abrigar o hábito do perdão para amarmos uns aos outros. Afinal, amar pessoas não é como amar seres inanimados, ou objetos. Amar pessoas é também apreciar falhas e erros. É se colocar a disposição de ouvir pedidos de desculpa sem aumentar o tom da voz. Amar pessoas é saber que por mais que doa, a esperança sempre é capaz de reconstruir seu coração."
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
SUA COLEGA
Sua colega pode parecer lhe trair algumas vezes. Sua colega é sempre assim: começa frágil e feliz, depois te mostra milhões de caminhos, faz você se perder e depois se encontrar. Sua colega sempre lhe confunde. Ela o força a chamá-la de previsível, e quando você finalmente o faz, é pego de surpresa. Sua colega se contradiz, uma hora parece pura e planejada; em outras parece um verdadeiro caos, de onde não saíremos intactos nem quando borboletas começarem a nadar. Sua colega é inteligente, o engana muitas vezes. Ela o conta mentiras, o ilude, e faz você se aborrecer. Penso que algumas vezes você tenha até vontade de afastar-se dela, mas no fim, sua colega é sempre sua colega. Vocês sempre acabam juntas, no mesmo quarto, olhando uma nos olhos da outra, quem sabe chorando uma no ombro da outra, deleitando-se em fofocas, cativando sorrisos, exprimindo segredos. Na verdade, você a odeia quando tem de passar as sextas à noite lavando uma pia de louças. A odeia ainda mais quando ela o faz bater o carro no meio da avenida, quando você se atrasa para o trabalho, quando a gripe ocorre no verão, quando perde o celular e sua agenda recheada de contatos. Você realmente abomina sua colega quando ela faz com que nada dê certo. Você a amaldiçoa, diz a ela que nunca pediu para nascer. Certas vezes, sua colega te dá uma força, te passa uma cola e alguns restícios de sorte; é quando você a ama, a beija, se atira a seus pés e pede para que ela esteja com você para sempre. É quando você queria que ela fosse uma colega eterna. E então você começa a refletir sobre ela. Porque ela realmente é uma colega rebelde, insistente e repetitiva. É dura, porém alegre. Eu diria que pode ser uma megera ou uma boa amiga, depende da maneira como você a encara. Se olhar para ela por cima dos ombros, talvez ela lhe vire a cara. Mas se for gentil, ela irá sorrir. É essa minha colega, aquela de quem sempre lhe falo. É ela quem conhece o mundo todo. É ela que faz os adolescentes se revoltarem. É ela quem te faz chorar. É ela quem te ensina a lutar. É ela quem cultiva o amor nos pais, quando eles olham com cuidado pra seus filhos até o último minuto. É ela quem lhe provoca raiva. É ela a dor que se esconde aí dentro. É ela a dona da relojoária mais famosa do mundo. É ela a dona das plantações e grandes florestas. É ela a dona dos mares e arquipélagos. É ela a causa das suas dúvidas. É ela a poderosa dona de todas as respostas. É ela, sempre ela. E é essa minha colega, a quem chamo de vida.
sábado, 20 de agosto de 2011
OBRIGADA
Adeus más sensações. Adeus borboletas do meu estômago, quero dizer, se é mesmo que possuo um. Acostumei-me a crer apenas nas coisas visíveis. O gosto amargo do álcool na saliva transformando o momento em poesia, juntamente com a música agradável e alucinante me dizendo para processar as coisas, raciocinar os instantes, transformar tudo em palavras. Confuso, não. Pois sim, bem vindas caras amigas, sensações maravilhosas de leveza. Obrigada pela sensação desorbitante de fazer de minha vida rotineira como a da maioria dos bilhões de usuários intediados do twitter, uma vida louca, excitantemente alegre, surpreendente, inviolávelmente sagaz. Obrigada mesmo, por ter atentido as minhas preces, ter visto mesmo que eu era alguem que precisava ser surpreendida. Obrigada pelas mais novas loucuras, obrigada pelo envolvimento com a fumaça e o cheiro doce das coisas ilícitas. Obrigada por que hoje vivo o que nunca esperei viver. As surpresas surpreenderam-me e hoje sou uma nova pessoa, mais confiante, mais afim, mais áspera, mais confiante de que a verdade é convidada ilustre na dança de artistas descuidados e ousados, como eu. Obrigada por todas as confusões, obrigada pela respiração ardente que o vício da bala inusitada proporcionou. Obrigada pelo sol quente do fim de tarde nos olhos dela, mesmo que com novas sensações e novos cheiros. Obrigada pelo medo, e a oportunidade de mandá-lo passear, bem como as leis, opressões e estereótipos. Obrigada por passar longe das coisas fáceis, que geram lembranças. Por viver dentro de lutas difíceis, que geram histórias. Obrigada por comprar meu orgulho, reprimir minha garra e rir da minha cara. Hoje sou uma pessoa pior. Muito pior do que todas as outras. Não sigo as regras, não uso terninhos. Não tenho talões de cheque, nem a segurança de uma casa. Não frequento todas as aulas, muito menos as igrejas. Não escrevo totalmente certo e tampouco sei todas as verdades sobre a vida. Eu sou o nada. Vivo o anonimato desencadeado, as loucuras do dia, as trapaças da noite. Eu sou muito pior que todos vocês, e mesmo assim, obrigada. Obrigada pelo desamparo, pelo desafio, pela malandragem. Obrigada pela falta de ética, a carência de etiqueta e ignorância de não nascer em berço de ouro. Afinal, a delinquencia já está em mim. As tatuagens não podem ser apagadas, ferem o orgulho da sociedade engravatada. A revolta tomou conta de mim. Mas eu sou mais, sou nada, sou o lixo, sou o resto. Sou alguém que nunca encontrou o caminho de volta para casa. Sou alguém que nunca almoçou ao meio dia. Mas sou tão ruim, que agradeço por ter conhecido o que vocês mercenários nunca puderam sequer comprar, quanto mais, subornar: eu tive, tenho e terei, para todo o sempre, o ganho mais ilustre que qualquer homem pode receber: eu tive, tenho, terei o amor. Ele que é refletido nos olhos dela. Ele que é sonho, luta e provisão pro amanhã. Ele que é a revolução em mim, o último vestígio de esperança... Mas não a revolução baseada na revolta momentânea, e sim, a revolução que é fruto da crença permanente. E aqueles que creem chegarão lá. Terão o mundo nas mãos, o amor no coração. Então vida, mais uma vez, obrigada. Obrigada por que sou ruim, mas conheço o amor, creio e sou o futuro de toda a humanidade.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
ROTINA IMPREVISÍVEL
Impossível falar sobre todas as coisas. Mas agora, vestida de improvisação já nem queria falar sobre mais nada. Definir nada. Entender nada. Queria mesmo que ela pegasse minha mão súbitamente, surpreendendo-me ao tocar-me. Queria mesmo que ela beijasse-me no ato de infringir o espaço entre nós, deixando-me pasma com a situação despreparada. Queria ouvir meu telefone tocar no ponto mais alto de meu trabalho extressante, apenas para ouvir que ela amava meu par de meias sujas, esquecidas (ou escondidos!) debaixo da cama, revelando minha preguiça infantil. Eu anseio, por novas expectativas. Ânseio não saber o que irá acontecer e exibir meu temor à passos desprevinidos. Justo eu, fria, calculista, dona da vida mais rotineira que ja existiu. Café, almoço, janta. Acordar, dormir. Deveres, obrigações. Tudo milimetricamente planejado, confinado, espantosamente arquitetado para uma vida robótica, digna de momentos planejados e sem mínimos erros.. Ou melhor, sem mínimas emoções. Eu queria ser puxada pela mão, ultrapassar os limites de nossos projetos. Desinibir-me de cada passo previsto, me livrar da previsão do tempo, da premonição, do destino, do pressentimento... Queria livrar-me de cada um dos arranjos arranjados e nada arrojados. Queria ousar, mudar o compromisso de ser igual para sempre. Queria cometer a quase loucura de fazer o tempo passar mais depressa no auge de coisas novas. Novas descobertas. Novas ideias. Novos jeitos de fazer antigas coisas. Eu queria despojar-me de minhas prisões. Acabar-me na tentativa de começar tudo outra vez. Conheçer o infinito e redefinir a eternidade. Ser pega de surpresa, e surpreender a vida, já que ela está acomodada em apenas nos levar. Nos levar.. e fazer com que a gente a leve. Com a barriga, nas coxas, do jeito que der. Um prato de comida, a mesa do café, as abrigações do trabalho, o vai e vem dos carros da avenida principal. Mas não, a rotina já não teria a serventia que sempre teve, e eu estava farta de conhecer sempre o que já conheço. De controlar as coisas no limite de minha vontade. Novas expectativas, novos olhos, novo foco. Eu apenas queria deixar a monotonia para trás, ou então apenas convidá-la para ir comigo, conhecer o lado maravilhoso da vida, onde ao invés de razões previsíveis há emoções realmente intensas.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
ACREDITE EM VOCÊ
Minha dúvida passou a ser comensurávelmente simples. Será que a vida seria sempre assim? É claro, a juventude dizia que não. Os sonhos eram férteis, assim como os hormônios. É claro, os filmes, livros e músicas também diziam que não. A vida, segundo eles, embora não fosse um conto de fadas, era sim, uma roda gigante, cujo final era extremamente surpreendente. Porém, a maturidade, as experiências e o tempo, estavam tornando essas afirmações, no mínimo, questionáveis. Não seriam apenas os anos passando... Óbviamente não. Eu estava abrindo não somente os olhos, mas o pensamento, para todos os fatos. Meus sentidos estariam ponderando "as coisas" do dia-a-dia, e foi neste mesmo momento em que os finais felizes e perfeições ditados por Shakespeare, Chaplin e suas tropas começaram a parecer distantes da vida real.
Talvez a bolha mágica que a infância envolveu sobre mim tenha estourado. Eu estava agora exposta ao mundo e seria não apenas convidada, mas como brutalmente empurrada para começar a empurrar com a barriga a vida feliz que sempre havia sonhado. E falando em barriga, já poderíamos começar por aí. Será mesmo que os planos de ano novo seriam sempre os mesmos? Será mesmo que eles permaneceriam em nosso pensamento e jamais se concretizariam? Bem, nenhuma das amigas de minha mãe viraram Deborah Secco depois de jurarem sua inscrição na academia no ano que estava se iniciando. E será mesmo que o céu existia? E o inferno? E todos aqueles gestos sobre os cadáveres "tão supostamente amados" deitados em seu caixão? Bem, este provavelmente seria o destino de todos nós, mortais. Mas será mesmo que a vida acabará do dia pra noite, sem respostas, certezas e cristalinas sensações de que tudo isto valeu a pena? Bem, se pudesse, depois de morrer voltaria ao mundo terreno para contar-lhes a verdade. Afinal, a dúvida corrói, bem sabemos.
Enquanto fui deixando-me divagar sobre minhas perguntas infindáveis, fui sendo levada a mais, e mais interrogações. Deus afinal seria crente, judeu, cristão, evangélico, luterano, espírita, budista? Deus afinal seria a nossa psicologia, imaginação e criação em movimento constante? Deus afinal seria uma energia que agia sobre todos nós? E claro, até quando tudo isso duraria? Será mesmo que somos descendentes do macaco ou de Adão e Eva? Será que seria possível prever o tão indomável futuro, ou mesmo, livrar-se dos julgamentos do passado? A única verdade é que pouco sabemos, e não bastasse isso, encontramos escoradas, rindo à toa, as repetições da vida, gargalhando e dizendo em voz alta que o curso do mundo não mudaria para uns ou outros, e que somos todos iguais... Que felicidade é relativo ,que a única coisa certa será a morte. E após ela, nada mais, nada menos, do que simplesmente, nada.
Será mesmo que os casamentos não teriam mais futuro? Aliás, porque em minha opinião, nem sequer passado tiveram. Nada que tenha a ver com opressão, pode ter a ver com amor. E ultimamente, venho pensando em qual seria o segredo para manter boas relações com amigos, pais e claro, amores. É claro que mudamos com o passar do tempo, e as mudanças devem ser aceitas. Porém, acredito que mesmo que a casca mais externa de nossa personalidade mude, o núcleo mais interno de nosso coração não irá cambiar inquilinos, sócios e proprietários. Ou em outras hipóteses, será que o amor seria apenas uma imaginação a mais? Será que tudo isso seria ilusão? Honestamente, há uma voz realmente delicada e leve dentro de mim, que suplica para que as respostas aqui sejam 'não'. Colocando meus desejos em questão, confesso que sempre quis segregar cumplicidade com alguém. Sem dúvidas. Sem medos. Sem dias nublados. Apenas uma rotina deliciosamente adorável e finais de tarde ao cinema, domingos ao sol, estrelas sobre os olhos, lençóis sobre a pele. Ah o amor... Acho que os suspiros a seguir poderão ser considerados como doces respostas aos fiéis amantes da paixão, e de sua doença crônica, o próprio amor.
Ignorando possíveis novidades, porque claramente, minhas palavras não servirão de noticiário, tenho a dizer - para infelicidade dos que esperavam clareza em seus caminhos através de minhas prematuras experiências - que vivemos em um mundo que óbviamente abriga dois lados. Perguntas, respostas. Amor, ódio. Luz, escuridão. Dia, noite. Amigos, inimigos. Ser, não ser. Antônimos, sinônimos e contradições no palco de nossa existência, que à essa altura de mais uma noite calada, poderíam levar-me á loucura. Dois lados. Duas vidas. Duas opções. Duas escolhas.
Possível ou não, passível ou não, aceitável ou não. Danem-se as estatísticas da sociedade, bem como os conceitos e pré-conceitos da humanidade, escolhi resumidamente viver do lado de dentro da bolha mágica. Simplesmente, porque a ideia de proclamar meu amor através de gestos amáveis agrada-me mais. Simplesmente porque desejo fazer crianças felizes, nem que seja correndo com elas pelos corredores do supermercado dentro de um carrinho. Simplesmente, porque adormecer sonhando será suficiente mesmo que meus sonhos não se tornem realidade. Simplesmente, porque me sentirei humana ao jurar que irei ler mais, comer menos, beijar mais e planejar menos ao final de cada um de meus anos. Simplesmente, porque a ideia de adorar um Deus que seja mais meu amigo do que meu ídolo é mais confortável. E finalmente, porque pretendo afagar os cabelos grisalhos de meus velhos pais ao passo que estiver brincando no tapete da sala com meus filhos. Porque pretendo viver um dia de cada vez, na tentativa de ser uma pessoa extraordinária. Na tentativa de surpreender a vida, ao invés de esperar que ela me surpreenda. E de calmamente esperar que ela me leve, uma vez que não posso levá-la. Incógnitas, medos, dúvidas. Eis a vida, caro colega. Perguntas, interrogações, questionamentos. Eis a graça da vida, caro amador.
Covardemente acho que esteja na hora de recolher minhas filosofias. É claro, que escritores famosíssimos dariam conclusões, explicações, conselhos. Mas a fama realmente não é algo que me atraia e muito menos algo que esteja a meu alcançe. Nunca dominei nem sequer minha circunstância ou destino, quanto mais me sentiria à vontade para apontar o horizonte de alguém. Sendo assim, não vou resumir, concluir e muito menos dar como encerrado o assunto, vou mesmo é atirar-me à um café bem quente para tapear o frio cortante. As dúvidas vão perdurar, as dúvidas vão perdurar, as dúv... Acostume-se! É claro, acostume-se e não acomode-se. Existem dois lados, dois jeitos, dois motivos, duas vidas que estão disponíveis para você. Escolha uma, aperte o play e divirta-se. Nada do que eu disser agora, vai melhorar algumas de suas percepções.
Porém, pessoalmente gostaría de acrescentar que o lado de dentro da bolha mágica e furtacor da vida tem janelas enormes, com cortinas esvoaçantes. Luzes coloridas e pirulitos gigantes para todos os lados. Pássaros cantam enquanto os guaxinins correm, e o ar é incrívelmente leve, de modo que seu corpo pareça voar. Há paredes, chão, portas, janelas... Hã? O endereço? Pois bem, anote aí: rua "Acredite na sua vida", nº "porque a força da crença", bairo "é o que faz tudo acontecer" e CEP "no mundo real".
Acredite em você!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
@ não há nada melhor.
Há dias em que uma boa parte de você gostaría de não existir. Há dias em que somos realmente frágeis e nos deixamos dominar pela idéia de que não podemos mudar nosso rumo. Nosso rumo na vida, que algumas vezes pareçe desesperadora. Nosso rumo no amor, esse sentimento tão indescritível e astronomicamente mutante. Há dias em que tudo o que há em nosso ser, pareçe não valer de nada. Há dias em que não resta nem um bocado de esperança para levantarmos de onde estamos e continuarmos nossas lutas. E então, é melhor tentar desligar o pensamento, desligar-se do mundo e esqueçer. Dar um tempo. Literalmente.
Pois bem. Foi exatamente desse tempo, desse momento de reflexão e descanço que dei a mim mesma, que tirei mais algumas pequenas reflexões.
Reflexões estas que me remetem ao centro da existência de todas as coisas, de onde migram cada um dos fatos que preenchem sarcasticamente nossa vida. Nada melhor do que pensar no passado e perceber quão bom, hoje, o presente é. Não há nada melhor do que olhar para trás e notar os erros que cometemos, na certeza de que caminhando pra frente, os concertaremos. Não há nada melhor do que deitar na cama denoite, com o sentimento de que demos o melhor de nós, depois de um dia difícil. Nada melhor do que se sentir só e perdido no mundo e lembrar, daquele amigo que nunca te deixou conheçer a solidão. Nada melhor do que saber que Deus é onipresente em você, e ter a convicção absoluta de que mesmo que você o deixe, Ele nunca o deixará. Nada melhor do que perceber que ainda somos jovens e que o dia de amanhã ainda nos pertence. Nada melhor do que não saber o futuro. Nada melhor do que um abraço renovador. Nada melhor do que o beijo de quem você não esperava. Nada melhor do que não poder voltar atrás, pois assim, infalível e obrigatóriamente viveremos o futuro no entusiasmo do progresso. Nada melhor do que derramar todas as suas lágrimas no travesseiro em uma noite calada e ao acordar, perceber que o sol veio lhe trazer um recomeço para fazer diferente. Nada melhor do que perceber que o ontem já não lhe diz respeito. Nada melhor do que a oportunidade de mudar. Nada melhor do que perceber que você tem infinitos deveres para cumprir, e que eles o tornarão capaz. Nada melhor do que saber que ainda há um pouco de criança em sua vida de adulto. Nada melhor do que entender que nossas escolhas fazem quem somos e não o que 'os outros' pensam a nosso respeito. Nada melhor do que não dever satisfação. Nada melhor do que chegar a sexta-feira e sair por aí, na liberdade total de ser feliz. Nada melhor do que saber que nossa conexão com Deus nunca é desintonizada e que nosso canal de energia estará sempre aberto. Não há nada melhor do que rolar de rir com aqueles bons companheiros, comer bobagens e rir das calamidades. Nada melhor do que saber que nem tudo depende de nós.
Não há nada melhor do que enchergar, mesmo em meio à escuridão, que embora hajam dias em que nada faz sentido, o sentido de nossos dias é não se perguntar o porquê de cada coisa. E sim, viver cada coisa, cada segunda, cada instante, cada bom momento com tudo o que se pode. E perceber que mesmo que você se ache insignificante 'naqueles dias' sua vida é uma dádiva de cores, amores e pudores e que é seu direito vivê-la. E que se você a recebeu Dele, a existência mais sábia e divina existente no mundo, é porque não é tão fraco assim, e foi dotado de sabedoria para enfrentar cada prova. No seu sangue corre a força e o vigor que todo o filho de Deus possui e em teu seio está estampado, à traços leves, toda tua missão aqui na terra, neste chão pecaminoso, porém, professor. Então eu lhe peço, pra que agarre a causa de ser humano, e honre a oportunidade de existir. Afinal, você é sábio, forte e possuidor de todo o vigor do Pai. Então lute por tua vida, lute pelo teu chão. Porque mesmo que você creia em destino, não há nada melhor do que lutar, justamente pelo melhor, o melhor de todo teu mundo, e mesmo na circunstância da dor conseguir ser feliz. Afinal, você é mais capaz do que o escritor do destino, mais sábio que os poetas do amor, mais criativo do que os roteiristas da vida. Você é filho de Deus, e devido a isso, pode acreditar, não há nada melhor do que você.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
@ porquê a pressa?
Dia desses, não sei bem quando, e nem quem fora seu proferidor, dei de cara, ou melhor, de ouvidos com as mais belas palavras que já tive o prazer de escutar... "Não tenho pressa pra nada. Vou deixando o Criador falar e fazer por mim." E fiquei me perguntando por alguns segundos quantos são aqueles que generosamente vivem o dia de hoje sem esperar por nada do depois. Quantos são aqueles ganansiosos que apressam-se para que novos prazeres, superficiais e terrenos, visitem suas vidas, ou então, a porta da sua (não) consciência que quer sempre mais. Quantos são aqueles que pedem incessavelmente pelo fim das pequenas provas do Senhor, quando elas ferem seu orgulho. Quantos são aqueles que abominam as faíscas dolorosas do mundo e que, deste jeito se tornam ingratos e consequentemente, insensatos.
Pouco importam os números e também as respostas, porque bem sabemos nós, que na maioria das vezes nossa ganância humana supera nossa divindade. E desse modo, toda qualidade pronta para ser semeada entre os homens, dá lugar à essa pressa que de nada adianta as alegrias e todas as outras coisas que nos estão por vir. Essa pressa traiçoeira que dessintoniza nosso fluxo natural de viver, nos tornando prematuros. Prematuros na arte de sorrir por cima da dor de doces rosas que foram descalizadas no mais íntimo de suas existências. Prematuros na arte de acolher o próximo. Prematuros na arte de conceber a felicidade como um presente da alma e não como fruto de qualquer bem físico e material que tenhamos adquirido.
Pressa nunca foi um sentimento, mas sim uma simples precipitação. No entanto, ela é considerada como tal e nesse passo, vem desgastando nossa oportunidade de vencer. A pressa demasiada também vem diluindo nossas forças e nosso vigor na hora de enfrentar os desafios. A pressa vem tornando impossível a realização do plano de Deus para cada um de nós.
Portanto, é nosso dever acabar com esse calabolso de nos prende num mar de infinitas precipitações. Não deixemos então afogar nossas sentenças e nossa missão em águas de falsas verdades, ansiosas para o começo da 'verdadeira vida' e cegas iludidas para notar que cada um desses tropeços, que essas lutas inacabáveis e que essas angústias que pareçem nunca mais acabar são nossa vida de verdade. Estejamos prontos para agarrá-la com amor e não deixá-la esvair-se então. Que sejamos homens fortalecidos pela dor e sábios para transformar nosso próprio mundo. Que estejamos revigorados, na vontade de honrar a paternidade fraternal de Deus e fundindo todo o bem do mundo em uma poção mágica que se chama 'ser feliz'.
Pois eu lhe pergunto, até quando nos deixaremos enganar? Quantos dias serão necessários para você perceber que a pressa pelo amanhã é o mais massante ato de jogar o presente no lixo? O presente que é hoje. Que é vida. O presente que realmente é um presente, dádiva de Deus, fonte de infinita perfeição. Vivamos então o hoje e deixemos a inimiga pressa de lado. Pois pressa não é só ânsia de felicidade antes do fim. Pressa é desejo egoísta, arma que tortura a paz, invade o corpo e mata toda a obra de Deus em nós, e para nós. Mata todo o vigor, a felicidade e a capacidade de ouvir a vida te chamando para dançar sob a canção da aceitação. Aceitação de que a hora é agora e não depois. De que o dia é hoje e não amanhã. De que a felicidade está tambem dentro de você e não apenas no outro. Aceitação de que nós somos plenos e capazes e que a pressa pelo amanhã é ignorância e inconsciência de tudo o que temos.
E então eu lhes digo; antes de procurar conheçer o mundo e esperar que ele lhê dê em passo rápido tudo o que desejas, conheça a ti e faça por si mesmo tudo o que puder. Com calma, a vida vai te recompensar e sem pressa, tudo o que tiver por vir, vai vir, e vai felicitar.
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